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ORQUITE

A Vital diagnóstico por imagem detectou através de um dos seus médicos, no serviço de Bioimagem da ION Grupo CAM, uma patologia inflamatória aguda do testículo no paciente B.M.R.C., 23 anos, com queixa de dor unilateral à direita.


O testículo, por apresentar uma rica vascularização, apresenta maior defesa contra infecção, de modo que a orquite, na forma pura é uma enfermidade rara. As orquites na maioria das vezes são secundárias a disseminação hematogênica, em especial de infecção viral, onde o foco primário pode estar localizado na parótida, trato respiratório ou amígdalas. As orquites bacterianas são decorrentes de bacilos Gram-negativos, raras e resultam da extensão direta do epidídimo. Orquite por caxumba é mais comum na adolescência. Geralmente surge quatro a sete dias após o quadro de parótide, podendo ser a única manifestação clínica, o comprometimento testicular é quase sempre bilateral. O quadro clínico caracteriza-se por dor testicular intensa, edema escrotal, febre, podendo evoluir para um estado toxêmico. A complicação urológica deste quadro é a atrofia testicular que pode ocorrer em 50% a 60% dos casos e infertilidade pode atingir de 7% a 10%, em especial quando a atrofia for bilateral. O tratamento é feito de forma sintomática utilizando analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos, cuidados locais (suspensório escrotal e gelo).

Além da inflamação dos testículos a orquite pode inflamar o epidídimo, um pequeno ducto que conduz os espermatozoides para a ejaculação, e neste caso o nome correto da doença é orquiepididimite.